Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Revisão da Matéria Dada.


Por vezes a debilidade mental atenta contra a nossa inspiração. O cansaço, a rotina, as vicissitudes de uma vida que teima em retornar, embatem frequentemente com a vontade de escrever, desabar ou simplesmente suspirar.

O tema é recorrente: as mutações do sistema social que continuam reféns de um sistema económico arrogante e obsoleto. Apregoam-se palavras de pânico. As principais: gripe vogal e crise económica/financeira.

E afinal onde estamos? Quem somos nós, espectadores condicionados às imagens de um primeiro-ministro que "tranquiliza" um país a levar uma "pica" em plena hora de ponta televisiva? Seremos os outros que ignoram os lucros da banca em plena época de "crise" e recessão económica? Serão o Benfica e os restantes clubes os bodes expiatórios para a cegueira geral?

Recorrente: a rotina, o cansaço, o mito teimoso que circula por entre os nossos dedos, o medo do "pecado" de querer mudar. É que para a maioria a vida é uma linha recta com uns quantos obstáculos pelo meio. Não serão uns quantos graves escandâlos que a esses afectarão a vida modorra. O pão e o vinho estão na mesa, a TV está ligada e a vida continua. Cansada... Sonolenta, sem charme. Embrião de vida. É assim que vivemos hoje: num chato e permanente embrião.

Será tempo de regar para depois colher? Se o sono deixar... É que a minha vida embrionária (e a de outros, suponho) constitui-se de muitas linhas... rectas, oblíquas, com obstáculos, sem obstáculos, de várias cores, formas e tamanhos... assim como uma maternidade repleta de recém-nascidos, puros e prontos a enfrentar os renascimentos que a vida lhes proporcionará...

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

AMAR AdEUS


Encontrei- num amontoado de tralha, não sei quantos anos depois.

Os cadernos não são feitos para ficarem vazios. Devem ser entranhados com palavras, desenhos, riscos e rabiscos. Foi por isso que o resgatei da poeira onde se havia infiltrado há tempo indefinido.

Ao ver o meu nome de criança na capa assaltou-me - como é hábito - a curiosidade, e, ao abri-lo, um terço de página destapava subtilmente o título deste pequeno texto: "Amar a Deus", com letra de menino.

Deus ou deus, se preferirem, não haveria de crer um caderno vazio. Nem que de heresias se componha ele.

Domingo, Outubro 04, 2009

Há Vida em Fink

Por entre insónias e depois de uma batalha incessante no acesso às legendas - confesso: sou um admirador de cinema preguiçoso, que não prescinde das letrinhas na língua materna -, lá consegui visualizar Barton Fink, a obra seminal dos irmãos Coen.
Sem esmiuçar demasiado o enredo, Barton Fink poderia ser a história dos próprios irmãos Coen.
Começaram "a sério" com Blood Simple, entrando de imediato para a categoria de realizadores/argumentistas de culto à margem do sistema, mantendo esse estatuto até aos dias de hoje. Foi por isso que o Oscar chegou apenas em 2008, curiosamente com a adaptação de uma obra do escritor Cormac McCarthy, e que formal e estilisticamente segue a peugada de Blood Simple. Falo evidentemente de No Country for Old Men.
Entre, a rebeldia, o sonho, a timidez e a magia, o filme transporta-nos para o limbo hollywoodesco: céu/inferno (recordo-me de Lynch em Mulholland Drive, sem o humor negro dos Coen).
Barton Fink (John Turturro numa interpretação fabulosa) é um escritor de teatro com reconhecido talento em Nova Iorque. Timidamente decide aceitar uma carreira como argumentista de cinema para uma grande companhia de Hollywood. Inseguro - afinal de contas a insegurança das personagens é uma característica transversal a toda a filmografia dos Coen - o escritor viaja para a costa Oeste com a certeza de nada. É destas características humanas que nascem o humor negro e corrosivo que em Barton Fink atinge proporções grandiosas. O burlesco hotel onde o escritor permanece durante a sua estada em contraste com as mansões dos grandes tecnocratas do cinema, a divisão entre o escritor da pobre condição humana e o argumentista vendido por um punhado de dólares ao cinema de massas, mas acima de tudo o bloqueio criativo nada conivente com os estúdios sedentos de ideias fúteis, conduzem-nos a um universo onde realidade e fantasia se cruzam e onde as outras personagens completam o puzzle de uma forma magistral (portentoso o papel de John Goodman).
A realidade é o que vemos explícitamente, ou é a fantasiosa realidade da mente do escritor imbuída de uma criatividade que é a dos próprios Coen?
O decor é profícuo em signos, metáforas de paradoxos. Serão as chamas o apocalipse de Hollywood ou ainda se vislumbrará esperança para além da linha do horizonte que divide o céu do mar?
Barton Fink venceu Cannes mas nunca poderia vencer Hollywood (ainda bem, digo eu).

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Perseguição

Rezso Seress

Mãos gastas, enegrecidas

Cheias de veneno letal

Mostram-me sem medo

O Rumo, que sigo, que persigo

E sem olhar para trás

Solto um grito

Afónico, de Desespero,

de Saudade

Latejam-me as veias...

Sangra-me a alma...


Obrigado ao Neves por me mostrar o vídeo original

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

Melancolía y Jaqueca



Incuria


Mutis


Ordinarío


Hálito


Lauritánico


Incurro


Imposibilidad...




En lo que a mí respecta, no soy religioso, ni si quiera clerical,


y me sirvo de textos y melodiás litúrgicos por motivos terapéuticos: me ayudan


de modo inmejorable a aliviarme las dolencias con que me agobia la Naturaleza: melancolía y jaqueca.




Existe un remedio con efectos pasajeros: El alcohol...

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Happiness... what a waste the way I feel

Por entre fados e talochas
Encontro o homem,
a criança,
o choro e o riso.

Mora em mim o desencontro
mas não o desalento.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

México lindo y querido!


Después de tres meses de estar fuera de la enigmática y bien humeante ciudad de México, viajando por aldeas medievales, personas con acentos diferentes,recorriendo el Tejo desde Azambuja a Sintra y comiendo "Bacalhau" en todas sus modalidades, me encuentro finalmente en casa. Nada a cambiado y sin embargo sé siente bien estar en casa, de regreso a la ciudad con 20 millones de habitantes, horas pico en el metro,con sus correspondientes baches en las avenidas principales, marchas populares (apoyando al partido que suelte más despensas), y delegaciones expidiendo licencias para conducir a diestra siniestra por una módica cantidad de "200 pesitos"(Hay pa´chesco) ¿para que hacer examen? ¿A quién le importa si sabe o no sabe conducir el tipo del micro bus? ¡Ya ira tomando experiencia con el tiempo!. El costo real de la licencia es de 438 pesos más el correspondiente soborno. Ya sé que todo esto es parte del mosaico multicultural que conforma esta bella ciudad ¿pero en verdad es parte de ese mosaico, la cultura de la corrupción y del no pasa nada? Grandes Ciudades, grandes problemas.

El verdadero mosaico multicultural esta en sus artesanos, en los indígenas vendiendo sus propias cosechas en las principales avenidas de la ciudad, en sus personajes como "pavarotti" recitando poesía de Walt whitman con un vaso de mezcal en la mano, en las calles del centro Historico que nos ofrece una gran variedad de cultura y contra cultura,en las pulquerías, en las viejas librerías de Donceles, Garibaldi y sus muchachas. Todos ellos resistiendo y creando su propia cultura. Una cultura fuera de Televisa y sus campañas ñoñas para el uso del voto, fuera de Felipe Calderon y sus recortes presupuesta les para la educación.

Una vez me preguntaron ¿Que era lo que me identificaba como mexicana? A lo que yo respondí feliz y orgullosa. ¡Mi cultura! ¿En verdad está es mi cultura? ¿Que era lo que me hacia mexicana? ¿Pedro Infante y su aclamado "Toritoooo"? ¿La virgen de Guadalupe y su fiel escudero Juan Diego? ¿La lucha libre con su ya muy desgastado enmascarado de plata?¿El Tequila y Garibaldi? Y ni que decir de la sangre Azteca,Maya, Tolteca, etc... Esto es tan difícil de definir como la diferencia entre símbolo y signo, ya que se puede caer en los extremos chovinista.. En fin "Bienvenida a México".